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Adão e Eva, Jesus, e os que hoje falam em seu nome, Revisitados.

---Adão e Eva--- A lenda de Adão e Eva sempre me chamou a atenção. Desde menino ela despertou em mim várias dúvidas, a começar por não entender como por exemplo: "Caim conheceu sua mulher, e ela concebeu e teve a Enoque; e ele edificou uma cidade e chamou o nome da cidade pelo nome de seu filho Enoque" (Gênesis 4,17). Quem era o sogro de Caim, pra quem uma cidade? O jornal O Estado de São Paulo me levou a revisitar Adão e Eva de forma indireta. Na sua edição de 09/02 ele trouxe uma entrevista com Eduardo Gianetti sobre um livro dele que trata de outra lenda, "O Anel de Giges"; livro que eu comprei imediatamente. Giges é um personagem da literatura grega que encontrou um anel que o tornava invisível, e esse tema foi explorado por milênios começando por Heródoto e Platão, passando por Agostinho, Rousseau, meu xará Fontenelle, etc. Mas Gianetti se demora bastante na interpretação do anel de Giges sob o ponto de vista Judaico Cristão, e foi aí que eu me vi transportado
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Precisamos de um Candidato de Centro

Este espaço tem ultimamente se esforçado em discutir com os seus leitores os grandes problemas que perseguem a humanidade neste planeta à beira do esgotamento. Falamos da desigualdade social, da polarização política, do livre arbítrio, e no fim das contas fica a pergunta: Tudo bem que esses problemas existem e precisam de solução, mas como chegarmos a um acordo sobre os enfrentamentos que temos que encarar para  resolvê-los? Uma resposta que encontrei se encontra no pensamento do escritor polonês Adam Przeworski: "a desigualdade é resultado de erro nas instituições". Ou seja, na medida em que um sociedade não consegue se desviar da sua trajetória de aumento da desigualdade, alguma coisa tem que ser feita nas instituições para se corrigir a essa deformação.  Os choques que todos os regimes enfrentam levam consigo uma revolta resultante de uma situação de desigualdade social, mas também recentemente, por incrível que pareça, de uma resistência das elites às tentativas de se dim

Sobre a Censura nas Redes - O Triunfo dos Insiders

  Primeiramente algumas definições: Operar COMPRADO na bolsa: embora tenha tido ao longo dos anos uma relação próxima com as ações, sempre operei COMPRADO. Operar comprado é o normal: você compra uma ação, da mesma forma como compraria um terreno por exemplo, e espera que essa ação se valorize. Se a ação não se valorizar você tem prejuízo, que no limite pode chegar perto 100% do valor investido, se por exemplo fosse uma ação do grupo X do Sr. Eike. Ou seja, operar comprado é apostar que o produto que você comprou vai se valorizar OPERAR VENDIDO: Já o operador VENDIDO aposta na queda da ação. Ele faz uso da facilidade de alugar a ação de um dono que não pretende especular com ela (deixando na corretora uma garantia). De posse temporária dessa ação ele a vende e aposta que ela vai se desvalorizar. Na hora de devolver a ação alugada ele a compra por um valor menor do que vendeu, a devolve e realiza o lucro.  Eu nunca me senti confortável em operar Vendido por um motivo simples: seu prejuí

O Político pode ser Ético?

Essa á e pergunta recorrente para todos aqueles que procuram julgar o comportamento daqueles em quem votam, com base no seu próprio ideal de Ética. Para os que não se aprofundam muito no que Michael Sandel chama de "decisões categóricas", rigorosamente aderentes a um conceito ético fundamental, os políticos podem agir com vistas a priorizar os fins, deixando os meios em uma situação mais volátil. É o que Sandel chama de "decisões consequenciais".  Barak Obama em seu best seller atual "Uma Terra Prometida", que eu comprei mas minha esposa ainda não deixou ler, segundo ela se demora bastante em tentar explicar porque o Presidente Obama teve que deixar de lado a forma de pensar do Cidadão Obama para poder governar. Ele teve que entender que Política é a arte de transigir no secundário para atingir o essencial. A Ditadura pode ser perfeita e chegar a um estágio de não ter nenhuma contestação; a Democracia é necessariamente imperfeita, sem o que se torna Ditadu

O Comunismo não deu certo. Por que?

O livro "CAMARADAS: Uma História do Comunismo Mundial", de Robert Service, 2.007, Editora Difel, é considerado um dos melhores estudos já realizados sobre o tema. Esse tijolo de 40 capítulos e 656 páginas percorre a expansão e a decadência dessa ideologia pelas dezenas de países onde ela conseguiu se estabelecer, com ênfase: na União Soviética na Europa Oriental e a parte ocidental da URSS na China em Cuba no Sudeste da Ásia No seus últimos capítulos Service faz um resumo dos motivos que levaram o Comunismo a ter uma decadência comparável à forma vertiginosa como cresceu. Foi uma ideologia que causou espanto quando chegou ao poder na Rússia em 1917, e também no fim século XX quando perdeu sua supremacia no seu país de origem e em vários outros. Dezenas de Países comunistas simplesmente deixaram de existir em dois anos, a partir de meados de 1989. Podemos dizer que sob a perspectiva da história mundial o comunismo durou não mais que uma fração de segundo. O sistema que chegou

O Índice de Qualidade das Elites

O mundo é desigual, quanto a isso não resta duvida, e a desigualdade não chega a  ser uma agressão à natureza. Ela é o resultado da nossa liberdade de escolha, o tal livre arbítrio discutido no Post anterior. No entanto ela passa a ser agressiva a partir do instante em que seus sintomas, que descreveremos abaixo, ameaçam de ruptura o tecido social.   A desigualdade começou a ser estudada em 1.912 pelo estatístico italiano Corrado Gini, que criou uma medida para ela, a qual foi chamada de Coeficiente ou Índice de Gini. A figura abaixo dá uma ideia de onde Gini queria chegar; nela está traçada a curva População x Renda de duas sociedades, A e B.  A reta A  representa uma sociedade utópica  que chamaríamos de igualitária; nela 10% da população possui 10% da renda total da sociedade, 20% possui 20% da renda, e assim por diante. Resumindo, todos possuem a mesma renda. fonte: Dicionário Financeiro - Índice de Gini Já na curva B a distribuição da renda mostra desigualdade. Nela se vê que 10%