Na medida em que envelhecemos, vamos começando a nos preocupar com a probabilidade de chegarmos à situação de termos que recorrer a um padrão de vida mais simples. Como já estou há três anos na década dos 80, esta preocupação fica mais intensa, e inclui verificar se as providências tomadas foram eficazes, porque certamente não há mais como repará-las. Vou dar um exemplo simples: tudo aquilo que ainda tenho poupado desde o meu primeiro salário, no início de 1968, sempre seguiu uma regra de bolo, a qual consistia em só aplicar em renda variável um valor que me permitisse uma recuperação caso a aplicação desse problema. Li em algum lugar que aplicações de risco não deviam ultrapassar uma percentagem que levasse em conta a sua idade. A regra era: Aplicação de Risco = (100 - idade) % Então aos 30 anos de idade eu aplicava (100-30%) = 70% em renda variável. Já agora com 82 anos essas aplicações não passam de 18%, porque não tenho m...
O domingo de 13/04 trouxe boas notícias para a democracia. Após um governo que durou 16 anos, e fez a Hungria se tornar um modelo do que seu quase ditador Viktor Orbán chamou de Democracia Iliberal , a oposição, comandada pelo novo partido Tisza, conquistou mais de dois terços das cadeiras da Assembleia Nacional. Surpreendentemente, Orbán reconheceu sua derrota e parabenizou o vitorioso Péter Magyar por sua vitória A facilidade com que esta mudança ocorreu não correspondeu à pressão por que passou a oposição para chegar a esse resultado. O controle que Orbán tinha sobre a máquina pública era muito grande, e ele era o representante tenaz do conservadorismo que é defendido por boa parte da sociedade húngara, com o argumento de ser o único político capaz de defender a Hungria dos seus inimigos. Viktor Orbán conhece bem a política da Europa Ocidental. Ele foi estudante da Universidade de Oxford com bolsa concedida por George Soros, o bilionário húngaro que mais tarde se tornou seu principa...