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Postagens

Sobre a Guerra

Meu amigo Marcos, que não vejo há mais de 20 anos, me cobrou um Post que abordasse essa guerra infame. Pensei muito antes de me aventurar nessa empreitada porque toda informação a respeito desse assunto caduca em questão de horas. No entanto, como diz outro amigo meu, o Nei, "é mais fácil ser historiador do que profeta", vou me atrever a fazer uma análise do que ocorreu até agora. Tenho tentado ler as opiniões de jornalistas para chegar a uma conclusão mais abalizada, e aí surge a figura de Anne Applebaum, na minha opinião a pessoa mais bem informada sobre os meandros dessa enorme tragédia que nos atingiu no pior momento possível, após passarmos dois anos lambendo as feridas de uma grande pandemia. Segundo ela o Departamento de Defesa dos Estados Unidos estava completamente a par do que a Rússia estava planejando. Sabia com detalhes o plano de batalha, que envolvia a tomada de Kiev em no máximo quatro dias, seguida da conquista da Ucrânia até a fronteira com a Polônia. Também
Postagens recentes

Sobre o Cancelamento e as Fakes (e as Religiões Humanistas)

  Monteiro Lobato: Foi cancelado Chico Buarque: Se cancelou Os dois exemplos acima são o que considero o resultado de um ataque à nossa brasilidade, que está sob o tacão de movimentos orquestrados a orientar nosso pensamento coletivo num sentido exclusivo. Traduzindo: FASCISMO. Para quem não sabe a palavra FASCISMO deriva da italiana FASCIO, que significa FEIXE, e remete a sociedade a uma ALIANÇA. Os apoiadores do Fascismo devem possuir uma orientação única a respeito de tudo o que diga respeito ao tecido social, o que leva a um posicionamento autoritário e antidemocrático. Uma sociedade livre é exatamente o contrário do Fascismo, não pode haver Democracia nele pelo simples fato de que o pensamento único agride aquilo que a Democracia mais defende: o livre pensamento, que em sendo único não pode ser livre. É simples assim. O instrumento da Democracia para extinguir o controverso se chama Eleição. Eu penso assim; você pensa assado, o país inteiro, representado pelos seus eleitores pensa

Sobre o Apego (e o Desapego)

Faz tempo que pretendo defender neste espaço uma imagem que nos meus quase oitenta anos tenho cultivado e procurado aperfeiçoar. Trata-se de fazer uma ligação entre a forma como lidamos com as coisas que adquirimos e as relações que cultivamos. Climene e eu nos casamos um julho de 1970, e entre os presentes que recebemos apareceu uma faca de cortar pão, dada por uma pessoa que não tinha como oferecer algo mais valioso, mas que certamente sabia que o presente que escolheu seria de grande utilidade. A faca permanece conosco até hoje: É claro que estou falando da faca menor, e tenho que dizer que a prefiro à outra maior, comprada 13 anos depois em uma feira na Califórnia. Oportunidades de comprar o que hoje chamam de gadgets muito mais caros, que fazem a mesma coisa, nos impedindo de fazer aquele movimento agradável de levar e trazer a faca pressionando-a sobre o pão, não faltaram. O Alibaba está cheio de opções, mas eu tenho que confessar que desenvolvi uma relação afetiva com minha velh

Por uma Terceira Via - 4

As coisas não estão fáceis à primeira vista. O Macaco Simão chega a dizer que o IPCA, acumulado em 10,06% em 2.021, se assume como o melhor candidato da Terceira Via, ultrapassando Moro, Ciro, Dória, etc.  Mas ainda é cedo para se jogar a toalha. Temos que acreditar que o Brasil merece algo menos ruim que os dois que encabeçam as intenções de voto nas pesquisas. Por isso hoje vamos começar dando um olhada num dado importante: a segunda opção de voto dos brasileiros. O Instituto Quaest, fez um levantamento interessante. A pergunta era: qual seria a sua segunda opção de candidato.  A coisa está tão polarizada que o eleitor de Lula não indica Bolsonaro como segunda opção, e vice versa. Os mais citados foram: Segunda Opção Ciro Gomes - 18% Sérgio Moro - 14% Lula - 8% João Dória - 6% Bolsonaro - 6%  Simone Tebet - 4% Rodrigo Pacheco - 2% Felipe d'Ávila - 1% Branco / Nulo - 33% Indecisos - 9% Este resultado era mais que esperado, por vários motivos. Primeiro vamos ver qual a primeira opç

Brasil, um País Desigual ... e Sofrido

O Caderno especial de 01/01 do jornal O Estado de São Paulo trouxe um artigo de Pedro Fernando Nery, "Eleição do Sofrimento", que chamou minha atenção por ter me apresentado um indicador que procuro há anos, que "sintetizasse a falta de oportunidades na economia e a piora do poder de compra".  O Índice de Sofrimento (Misery Index), criado pelo economista americano Arthur Okun, pretende determinar como o cidadão comum está se saindo em termos econômicos, e inicialmente era calculado pela soma simples da taxa de desemprego com a taxa anual da inflação. Ele supõe com toda razão que esses dois indicadores trazem enormes custos sociais para um país ou região.  Em tempo: Misery Index foi traduzido para Índice de Sofrimento, com o que eu concordo. A palavra inglesa Misery pode ser traduzida como Miséria, Sofrimento, Desgraça, Infelicidade, e eu acho Miséria um pouco forte para este caso.  Mais tarde, em 1999, o economista Robert Barro trouxe mais dois ingredientes a este i

Por uma Terceira Via - 3

 " O retorno ao passado ou ficar refém desse presente desastrado, desastroso, não são alternativas". Recorri ao bom senso e à moderação de Marina Silva para expressar o me levou a iniciar essa série de Posts, dedicados a tentar convencer aqueles que leem esses rascunhos a tomar uma decisão pragmática, não ideológica nem emocional, no primeiro turno das eleições do ano que vem. Prioridade sempre foi a minha palavra preferida, talvez disputando de perto com Procedimento, mas ambas se aplicam no meu raciocínio no que tange a estratégia que estou propondo: Votar no que for capaz de evitar o passado recente e o presente. Tenho recebido nos comentários do Post, no WhatsApp, no e-mail, argumentos perfeitamente válidos, mas não levam em conta o foco principal ( evitar o passado recente e o presente). Vejamos alguns dos argumentos: Uma amiga de Goiânia declarou: "Concordo que o Governador de Minas seria um ótimo candidato, só que o objetivo de expor minha opinião nesse assunto d

Sobre o Racismo ... e a Desigualdade

Acredito que, entre as poucas espécies animais restantes nesse pobre Planeta, o homem talvez seja o único que leva a discriminação ao nível mental. Apenas George Orwell no seu satírico "A Revolução dos Bichos" se atreveria a imaginar os não humanos no poder decidindo qual a diretriz ideológica no comando de uma sociedade. Os argumentos de um Leão Socialista se impondo sobre os dos seus adversários, o Leão Liberal e o Leão Evolutivo. As "religiões humanistas", segundo Yuval Harari, levaram a discriminação ao nível mental e criaram esse saco de gatos no que se tornou a sociedade atual, onde os Liberais entendem que a humanidade reside no indivíduo, os Socialistas respondem que a humanidade é coletiva, e os Evolutivos insistem na tecla de evitar que a humanidade se degenere. Por muitos milênios a humanidade foi muito mais simples no seus conceitos de grupo. Os caçadores coletores tinham como política de sobrevivência a procura das áreas de caça e colheita. A escravid