Pular para o conteúdo principal

Proposta para o Ministério do Trabalho e dos Assuntos Sociais

MINISTÉRIO DO TRABALHO E DOS ASSUNTOS SOCIAIS - PROPOSTA

O governo é o responsável pela criação de uma situação que propicie a geração de mais empregos, pela promoção da inclusão social e pela manutenção de sistemas de segurança social estáveis. Estas tarefas abrangem  várias áreas da política. O Ministério do Trabalho e dos Assuntos Sociais visa identificar as soluções interministeriais e trabalha em coordenação com os Estados da Federação e os Municípios na implementação dessas medidas. É vital para o sucesso de suas políticas sociais uma estreita cooperação entre o Ministério e as Comissões do Parlamento que tratam esses assuntos, tanto as trabalhistas como as sociais.

A POLÍTICA SOCIAL E A ECONOMIA

A criação de postos de trabalho com a cobertura completa da segurança social requer fundamentalmente uma economia próspera. Sem um setor privado florescente não pode haver bem-estar social eficaz. Devemos nos empenhar em moldar uma economia que funcione no melhor interesse do povo. O negócio não é um fim em si mesmo.

As políticas econômica, trabalhista e social devem ser vistas como relaçionadas entre si, tanto a nível local como do ponto de vista global. Como o crescimento deve ser acompanhado de proteção social, a política social continua a ser um elemento central na estratégia do Ministério. Deve ser enfatizado na visão do Ministério reforçar o diálogo social e a participação da sociedade civil. O Brasil oferece enormes oportunidades, mas elas se encontram travadas por um legislação que não acompanhou a evolução global nas últimas décadas, e cabe a esse Ministério destravar essas amarras.

PENSÕES

Uma das nossas tarefas mais urgentes é a de garantir a segurança do sistema de pensões, um desafio que exige duas estratégias mutuamente dependentes. Em primeiro lugar, a idade de aposentadoria eficaz deve ajustar-se ao aumento da esperança de vida. Em segundo lugar, os trabalhadores mais velhos devem ter um melhor acesso ao mercado de trabalho. Além disso, devem-se estimular a planos de pensões privados.

INCLUSÃO SOCIAL

As nossas políticas para pessoas com deficiência e grupos desfavorecidos devem se basear em um amplo consenso social. Só assim conseguimos criar maiores oportunidades para a participação e o potencial de realização. Barreiras devem ser reduzidas e os obstáculos removidos para uma abordagem séria da exclusão social. O comprometimento com este caminho para uma maior inclusão social deve ser prioridade desse Ministério.

O MERCADO DE TRABALHO

O controle da taxa de desemprego continua a ser o nosso maior desafio. Devemos continuar a desenvolver os instrumentos que têm se mostrado eficazes no combate ao desemprego enquanto procuramos novos e promissores métodos. Todas as medidas existentes no mercado de trabalho devem ser postas à prova.

Além disso, mais empregos para os trabalhadores menos qualificados precisam ser criados. Eles têm que ter acesso a um trabalho decente, que pague um salário condizente. Cabe ao Ministério implementar e acompanhar novas medidas que assegurem o sucesso nesse campo, para que os salários não decaiam a um nível insuportável, o que iria causar convulsões sociais.

Especial atenção deve dada à faixa etária abaixo de 25 anos. Devem ser implementadas garantias a nível local de que  ninguém com menos de 25 fica desempregado por mais de três meses. O Governo Federal deve estar igualmente comprometido com a reintegração de desempregados mais velhos no mercado de trabalho, com ênfase na faixa acima de 50 anos, para que o Estado não tenha que arcar com o aumento do número de aposentados.

Comentários

  1. Achei interessante e objetivos alguns tópicos das propostas.
    Também tenho o blog O PERISCÓPIO: theodianobastos.blogspot.com
    onde procuro acompanhar os acontecimentos.
    Theodiano Bastos

    ResponderExcluir
  2. Grato pelo comentário. Já acessei o seu blog por indicação do Amaro. Quando for visita-lo em Manguinhos vamos nos conhecer.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Sobre a Corrupção

Ando lendo um pouco a respeito desse assunto, e encontrei uma fonte interessante na revista digital LIBERTA.  Segundo ela a palavra CORRUPÇÂO foi criada por Santo Agostinho, uma grande figura do Cristianismo, no ano 416, em carta enviada a São Jerônimo, onde dizia que o ser humano vive em estado de corrupção. Segundo Santo Agostinho, ter corrupção  seria ter o coração ( cor ) rompido ( ruptus ). Ainda segundo a fonte o filósofo Kant voltou a esse tema ao declarar que " somos um lenho torto, do qual não se podem tirar tábuas retas ".  Trocando em miúdos, existe no animal homem uma incitação normal ao desvio, à corrupção, e tudo o que se tenta fazer, a partir do período em que passamos a viver em grandes agrupamentos sociais, em cidades, é criar freios a essa tendência natural que possuímos. Se não conseguimos controlar este instinto natural temos uma sociedade corrupta.  A s ferramentas de que dispomos para alcançar uma sociedade onde impera o senso comum são a Histór...

AS POTENCIALIDADES DA CHINA

Ultimamente tenho insistido em apresentar a China aos meus poucos leitores, numa tentativa de fornecer insumos para que tenhamos material que nos permita entendê-la melhor. Isso inclui uma descrição isenta de suas potencialidades. O que estamos vendo para um futuro próximo é que os Estados Unidos e a China vão permanecer como as duas maiores potências do mundo. A não ser que essas duas potências sejam capazes de chegar a algum tipo de convivência, todo o planeta irá polarizado ao enfrentamento dos seus principais desafios, que vão da inteligência artificial à preservação do meio ambiente, os quais iriam exigir cooperação internacional. Uma guerra total entre essas duas nações rapidamente se tornaria um evento que iria colocar em risco a nossa existência neste planeta. Um em cada seis humanos são cidadãos chineses, e o que vemos é que em grande parte o novo candidato a líder mundial, como sempre acontece, parece estar mais preparado que o seu oponente. Um erro comum que observamos é...

Revisitando o Capitalismo

Em Janeiro de 2013 tive acesso ao livro “As Seis Lições” do austríaco Ludwig von Mises. Esse grande homem, uma espécie de Marx da direita, foi convidado pela Universidade de Buenos Aires para dar um curso de economia em 1958, após a queda de Perón. A finalidade era insuflar na juventude argentina ideias novas após o período de sombras por que passou a nação vizinha. Sua esposa compilou esse curso nas seis lições que vieram a compor o livro. Nessa época fiz alguns Posts sobre as tais lições. A lição 1 era sobre o Capitalismo, a lição 2 sobre o Socialismo, e assim por diante. Seria interessante a leitura deste Post da época: https://ceticocampinas.blogspot.com/2013/01/licao-numero-um-o-capitalismo.html Nele você vai ficar sabendo que:      - O termo CAPITALISMO, pasmem, foi cunhado por ninguém menos que Karl Marx. Ele não existia antes do seu maior inimigo criá-lo, e nenhum simpatizante teria dado uma designação mais apropriada: Capitalismo  é a acumulação de capital ...