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A Europa Islâmica

É irreversível. A Europa, o berço da Civilização Ocidental, como a conhecemos, está com seus dias contados. Os netos dos nossos netos irão viver em um mundo, se ele ainda existir, no qual toda a Europa será dominada pelo Islamismo.

Toda essa mudança se dará em função da diminuição da população nativa. Haverá revoltas localizadas, mas o agente maior dessa mudança responde por um nome que os sociólogos têm usado para alertar para esse desfecho: a Demografia.

Vamos iniciar este Post com um exercício simples. Suponhamos uma comunidade de 10.000 pessoas, 5.000 homens e 5.000 mulheres, vivendo de forma isolada. Desse total metade (2.500 homens e 2.500 mulheres) já cumpriu sua função procriadora, e a outra metade a está cumprindo ou vai cumprir. Aqui vamos definir dois grupos, o velho não procriador e o novo procriador.

Se os 2.500 casais procriadores atingirem uma meta de cada um ter e criar 2 filhos, teremos como resultado que, quando esta geração envelhecer (se tornar não procriadora), a comunidade vai continuar sendo composta das mesmas 10.000 pessoas (5.000 homens e 5.000 mulheres), e a comunidade não corre o risco de se extinguir, nem de se superpovoar.

Suponhamos no entanto quem em vez de gerar e criar 2 filhos, os casais procriadores dessa comunidade decidam por ter e criar apenas 1. Aqui o que vamos ter é que comunidade passará a ter apenas 7.500 pessoas; os 2.500 casais agora já não procriadores e a nova geração de 1.250 casais procriadores.

Se essa tendência continuar, os 2.500 procriadores (1.250 casais) vão ter apenas 1.250 filhos. Em duas gerações a comunidade vai decrescer de 10.000 habitantes para apenas 3.750 pessoas. Em três gerações a população cairá para 1875 pessoas. Temos então a progressão abaixo:

  • Geração 0 : 10.000 pessoas
  • Geração 1 :   7.500 pessoas
  • Geração 2:    3.750 pessoas
  • Geração 3:    1 875 pessoas
  • Geração 4:       937 pessoas
Ou seja, em 4 gerações a comunidade perdeu mais de 90% dos seus habitantes. A partir da Geração 1 a comunidade, ao optar por deixar de ter 2 filhos e ter apenas 1, teve sua população diminuída em 50% a cada geração. 

O que este exemplo mostra é que existe uma taxa de fertilidade mínima para que uma cultura sobreviva. Os sociólogos definiram o valor desta taxa em 2,1. Ela é maior que os 2,0 sugeridos no exemplo acima para levar em conta que a criança ao nascer passa por um período grande até se tornar reprodutora, e a mortalidade infantil local deve ser levada em conta. Nosso exercício considera que o casal teve e tornou reprodutoras duas pessoas. Para tanto a fertilidade tem que ser maior que 2. 

É também estabelecido historicamente que nenhuma cultura sobreviveu com uma taxa de fertilidade de 1,9. Uma taxa de fertilidade de 1,3 é impossível de ser revertida, porque seria necessário em torno de um século para se voltar ao valor 2,1, e a cultura não iria sobreviver a esse período.

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Vejamos então as taxas de fertilidade dos continentes, dos países da Europa, e de mais alguns países. Ela foi tirada do Population Reference Bureau (PRB) base 2.018 https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_Estados_soberanos_e_territ%C3%B3rios_dependentes_por_taxa_de_fecundidade:



Aqui o que vemos é uma paisagem desoladora. A Europa, a União Europeia (vide mapa abaixo), todos os países da Europa (os mais importantes listados na tabela) estão em rota para a seu desaparecimento cultural. 

União Europeia

Enquanto isso vamos ver o que está ocorrendo com a colônia muçulmana na Europa. Em 2.017 o Pew Research Center (PRC) publicou um relatório a respeito do crescimento da população Muçulmana na Europa (aqui foram considerados os 28 países que compõem a União europeia mais a Noruega e a Suíça).


Uma análise feita pelo relatório entre os anos 2.010 e 2.016 apresenta os seguintes resultados:

1 - Crescimento natural:
            Não Muçulmanos:         -1,67 milhões
            Muçulmanos:                +2,92 mlhões´
2 - Imigração 
            Não Muçulmanos:        +1,29 milhões
            Muçulmanos:                +3,48 milhões
3 - Mudança de religião
            Não Islamitas:        +160 mil
            Islamitas:                -160 mil

Esses dados se traduzem da seguinte forma:
  • A população Não Muçulmana decresceu em 380 mil pessoas. Os residentes decresceram em 1,67 milhões (morreram mais do que nasceram pessoas), e isso foi compensado parcialmente pela imigração de 1,29 milhões de Não Muçulmanos
  • A população Muçulmana cresceu em 6,4 milhões de pessoas, somados o crescimento natural e a imigração.
  • Apenas 160 mil Muçulmanos de toda a Europa, nesse período de tempo de 6 anos, optaram por deixar a religião Islamita.
As conclusões a que podemos chegar são que:
  • Entre 2016 e agora a imigração Muçulmana aumentou, o que nos leva  acreditar que a situação só tende a piorar.
  • A hipótese de que possa haver um maciço abandono do Islã por parte dos Muçulmanos não deve ser levada em conta. De uma população estimada de 25.770.000 Muçulmanos na Europa em 2.016, apenas 160 mil, em 6 anos, haviam deixado o Islã. Uma média de 26,7 mil por ano, ou 0,10%.
Segundo o PRC em 2.016 a população Muçulmana na Europa tinha a seguinte distribuição:

Fonte: Pew Research Center

O PRC em seguida passa a considerar 3 cenários a partir de 2016: Imigração Zero, Imigração Média e Imigração Alta. 

IMIGRAÇÃO ZERO: O primeiro cenário avalia o crescimento da população Muçulmana sem levar em conta a imigração (imigração zero). Nesse caso por volta de 2.050 (daqui a ~27 anos) os Muçulmanos comporiam em torno de 7,4% da população Europeia. Isso por dois motivos: Os Muçulmanos são 15 anos mais jovens que os nativos, e sua taxa de fertilidade é maior (1 filho a mais por mulher, ou 2,6 contra 1,6 das nativas). 

Em 2.050 a população Muçulmana teria um crescimento de 39% e passaria de 27,8 milhões para 35,8 milhões de pessoas. Já a população Não Muçulmana decresceria 9,9%. passando de 495,1 para 445,9 milhões de pessoas.

Os Muçulmanos nesse caso comporiam 7,4% do total da população europeia.

IMIGRAÇÃO MÉDIA: Considerando-se uma imigração média a população Muçulmana em 2.050  cresceria 125%, passando a 57,9 milhões de pessoas, contra 459,1 milhões de Não Muçulmanos. Os Muçulmanos seriam 11.2% do total da população europeia.

IMIGRAÇÃO ALTA: Considerando-se uma imigração alta a população Muçulmana em 2.050  cresceria 193%, passando a 75,6 milhões de pessoas, contra 463,0 milhões de Não Muçulmanos. Os Muçulmanos seriam 14,0% do total da população europeia.

Fonte: Pew Research Center

Todos os artigos que pesquisei na Internet fazem referência ao relatório do Pew Research Center, embora ele tenha sido feito em 2016. Isso mostra a sua importância, e devemos levar em conta que a imigração nesses sete anos passados só cresceu. Com base nessas hipótese podemos assumir que a Europa vai seguir o caminho da alta imigração.

Então vamos assumir que a Europa, para chegar a um percentual de 14% de Muçulmanos em 2.050, deverá crescer esse percentual em 0,245% ao ano, partindo de 4,9% em 2.016.. A matemática valida essa proposição. Resta agora calcularmos, com esse crescimento anual, em que ano a população Muçulmana será de 50%. Fiz este cálculo e conclui que serão necessários 146 anos a partir de 2.016; ou seja, no ano 2.162 a Europa se tornará Muçulmana. A população Muçulmana será igual à Não Muçulmana, com taxa de crescimento muito maior.

No entanto, dada a situação atual, muitos países se tornarão Muçulmanos bem antes disso. A Suécia irá encabeçar esta lista se tornando Muçulmana dentro de 59 anos (a partir de 2016), em 2.075. Abaixo fornecemos a data provável em que esse fato irá ocorrer para os países listados na figura acima:


É interessante notar a preferência dos Muçulmanos em se estabelecerem na Europa Setentrional "Ocidental". O mapa mostrado acima elege Suécia, Chipre, Áustria, Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido, Noruega, Malta, Dinamarca, Holanda e Finlândia como os preferidos, sendo que Malta, Chipre e Itália aparecem mais em função de se encontrarem na rota migratória. Os países da antiga Cortina de Ferro decididamente não estão na sua preferência.

Um caso a ser considerado aqui é a Rússia, que não consta do relatório da Pew. Os dados disponíveis são sólidos num relatório recente do Le Monde Diplomatique (de novembro de 2023) ( https://diplomatique.org.br/russia-e-suas-raizes-muculmanas/ ). 

Mais de 15% da população da Federação Russa é Muçulmana, e 8 de suas 21 repúblicas autônomas adotam o Islã como religião oficial. Isso se reflete na política russa de uma relação privilegiada com o mundo árabe.  No entanto, o Islã não está contido nas regiões onde, segundo Putin, ele é anterior ao cristianismo. Moscou é hoje o lar de 2 milhões de Muçulmanos, o que corresponde e 15% de sua população, sendo que mais da metade migrou para lá há pouco tempo. 

Como se vê, o problema russo pouco tem a ver com imigração, mas preocupa. Por exemplo, o exército Russo caminha celeremente para uma maioria de Muçulmanos no seu quadro.

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A Europa tem uma imensa desvantagem de ter logo abaixo dela um continente que por séculos foi colonizado por ela, e que agora tem uma população faminta de 2 bilhões de pessoas, algo como 3 vezes a da Europa, e uma taxa de fertilidade de 4,6, quase três vezes maior que a da Europa. Mesmo com uma imensa taxa de mortalidade infantil, onde países chegam a apresentar até 200 óbitos para cada 1.000 nascimentos, o que se prevê é uma explosão populacional na África, com efeitos deletérios no mundo inteiro, em especial na vizinha Europa, que na verdade foi a grande responsável por essa enorme desigualdade.

Quem leu Joseph Conrad sabe do que estou falando. Se levarmos em conta que a hipótese de que a vida humana começou na África subsaariana, todos somos descendentes de selvagens, logo não existem diferenças raciais, a raça é uma invenção dos povos coloniais, e Portugal e Brasil certamente têm a sua grande parcela de culpa nesse processo.

Conrad, em sua obra prima "O Coração das Trevas (Heart of Darkness)" descreve a devastação causada pelos colonizadores na África. Sendo um polonês imigrante na Inglaterra, ele teve o bom senso de ambientar o romance no Rio Congo, região colonizada pela Bélgica. Sua descrição é de uma simbologia tal que Francis Ford Coppolla a usou como roteiro de seu filme Apocalypse Now, este ambientado no Vietnã.

O resultado é o que temos agora. Em 2.100 nenhuma das 3 maiores cidades do mundo estará na Europa, na Ásia, ou na América. Vejam o que dizem os entendidos:
  1. Lagos - Nigéria : 88,3 milhões
  2. Kinshasa - Congo : 83,5 milhões
  3. Dar Es Salaam - Tanzânia : 73,7 milhões
Haja Europa para abrigar tanta gente.




Comentários

  1. Uma nova visão para esse assíduo leitor de seu blog; não tinha a ideia da importância do povo muçulmano. A estatística aqui apresentada mostra esse fato e o futuro dirá. Parabéns pela matéria e pesquisa apresentadas.

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  2. Mais uma vez espetacular sua análise, sem a imigração a população europeia tenderia a desaparecer, com a imigração passará a ser minoria. Incrível reflexo das políticas de bem estar social e da necessidade de cada vez ter se menos filhos. Aliada a substituicao da mão de obra menos qualificada.

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