Dia 02 deste mês viajei para Fortaleza. Fui visitar meu amigo De Assis, que se mudou pra lá e insistia na minha visita. Passei o domingo na praia do Beach Park, debaixo de palmeiras, tomando cerveja e olhando a África, e pensando nos separatistas que querem se livrar desse paraíso.
Mas não foi isso que mais me impressionou. Na segunda feira fomos visitar o Mercado Municipal. Um prédio fantástico, no centro da cidade, de 5 andares, onde se encontra de tudo:
Compramos muitas coisas, eu e minha esposa: Sandálias de couro de jumento, sapatos femininos de tecido, descansos de mesa, castanha de caju, caju em passa, blusas bordadas pra dar de presente, mas o que mais me impressionou foi, no piso térreo, uma banca de livros de cordel. Comprei 3: Relembrando Patativa, de Assis Silva, Trapalhadas de Pedro Malazartes, de Francisco Melchiades Araujo, e O Manifesto Comunista em Cordel, de Antonio Queiroz de França. O primeiro pela admiração que tenho pelo grande Patativa de Assaré, o segundo porque cresci no interior do Pará ouvindo histórias de Pedro Malazartes, e o terceiro por curiosidade: como se sentiriam Marx e Engels lendo seu Manifesto nesse formato?
Me deliciei com as tiradas do autor, a ponto de decidir replicá-lo neste Post. Procurei no Google informação sobre o autor e descobri uma versão PDF do Manifesto:
http://www.professorjailton.com.br/home/biblioteca/o-manifesto-comunista-em-cordel-antonio-queiroz-de-franca.pdf
que converti para GIF e estou replicando abaixo. Como tenho somente uma média de 15 leitores por Post, acredito que o poeta popular cearense Antonio Queiroz de França não se sinta lesado, já que achei sua produção uma pérola que merece mais divulgação. Por sinal, o exemplar que comprei era o último da banca, e foi lançado pela Editora Tupynanquim, em parceria com a Associação dos Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará, em 2007.
Com vocês o Manifesto Comunista em Cordel:
Tudo bem que o que foi feito aqui foi uma versão sertaneja da utopia comunista. No entanto essa versão foi escrita após a constatação de que, do ponto de vista prático, essa ideologia está restrita às republiquetas latino americanas, a nossa incluída, e à Coréia do Norte. Também foi escrita após a divulgação do número de baixas resultantes da implantação desse regime. Algo como:
Mas não foi isso que mais me impressionou. Na segunda feira fomos visitar o Mercado Municipal. Um prédio fantástico, no centro da cidade, de 5 andares, onde se encontra de tudo:
Compramos muitas coisas, eu e minha esposa: Sandálias de couro de jumento, sapatos femininos de tecido, descansos de mesa, castanha de caju, caju em passa, blusas bordadas pra dar de presente, mas o que mais me impressionou foi, no piso térreo, uma banca de livros de cordel. Comprei 3: Relembrando Patativa, de Assis Silva, Trapalhadas de Pedro Malazartes, de Francisco Melchiades Araujo, e O Manifesto Comunista em Cordel, de Antonio Queiroz de França. O primeiro pela admiração que tenho pelo grande Patativa de Assaré, o segundo porque cresci no interior do Pará ouvindo histórias de Pedro Malazartes, e o terceiro por curiosidade: como se sentiriam Marx e Engels lendo seu Manifesto nesse formato?
Me deliciei com as tiradas do autor, a ponto de decidir replicá-lo neste Post. Procurei no Google informação sobre o autor e descobri uma versão PDF do Manifesto:
http://www.professorjailton.com.br/home/biblioteca/o-manifesto-comunista-em-cordel-antonio-queiroz-de-franca.pdf
que converti para GIF e estou replicando abaixo. Como tenho somente uma média de 15 leitores por Post, acredito que o poeta popular cearense Antonio Queiroz de França não se sinta lesado, já que achei sua produção uma pérola que merece mais divulgação. Por sinal, o exemplar que comprei era o último da banca, e foi lançado pela Editora Tupynanquim, em parceria com a Associação dos Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará, em 2007.
Com vocês o Manifesto Comunista em Cordel:

Tudo bem que o que foi feito aqui foi uma versão sertaneja da utopia comunista. No entanto essa versão foi escrita após a constatação de que, do ponto de vista prático, essa ideologia está restrita às republiquetas latino americanas, a nossa incluída, e à Coréia do Norte. Também foi escrita após a divulgação do número de baixas resultantes da implantação desse regime. Algo como:
- 20 milhões na União Soviética
- 65 milhões na China
- 1 milhão no Vietnã
- 2 milhões na Coreia do Norte
- 1 milhão nos estados comunistas do leste europeu
- 1,7 milhões na África
- 1,5 milhões no Afeganistão
e por aí vai. Nossa intenção aqui foi prestar uma homenagem ao Cordel, mostrando a grande versatilidade, e até mesmo o conhecimento, que levou o autor a produzir esse texto interessantíssimo, que me impressionou muito.
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