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Apelo aos Eleitores de Centro

Meus caros Leitores

Estamos nos aproximando da hora em que o destino do nosso País será definido, e as perspectivas de termos uma boa solução estão ficando cada vez mais remotas. 

Faço aqui meu pedido aos que lerem meus argumentos, e concordarem com ele, que os divulguem pelos meios de tiverem em mãos: e-mail. Facebook, WhatsApp, e por aí vai. Minha esperança, talvez um tanto otimista, é que seja criada, mesmo em um núcleo restrito, uma semente de pensamento que consiga chegar aos ouvidos daqueles que têm a obrigação como cidadãos de pôr em prática as minhas sugestões. 

Vejamos o que temos pela frente. Pesquisa eleitoral publicada no Estadão em 06 de março nos apresenta o seguinte quadro:
  • Lula: 33,4%
  • Bolsonaro: 16,8%
Esses seriam os mais prováveis candidatos que seriam levados ao segundo turno caso a eleição fosse hoje. Os dois teriam 50,2% dos votos no primeiro turno. 

Como eu considero inaceitável tando a vitória de um como de outro, haveria a necessidade de um candidato de centro conseguir mais votos que Bolsonaro. Em outras palavras, dos 49,8% dos votos restantes ele teria que conseguir 16,9%. Vejamos como isso seria possível.

Primeiro vamos ver quais os candidatos dos quais difícil tirar votos e que estão na pesquisa:
  • Marina Silva: 7,8%
  • Ciro Gomes: 4,3%
  • Fernando Color: 1,2%
  • Manuela D'Ávila: 0,7%
O que perfaz um total de 14,0% dos votos. Restariam então 49,8% - 14% = 35,8% dos votos. 

Os candidatos do centro, aqueles que eu conseguiria deglutir, estão posicionados assim:
  • Geraldo Alckmin: 6,4%
  • Álvaro Dias: 3,3%
  • Michel Temer: 0,9%
  • Rodrigo Maia: 0,6%
num total de 11,2% dos votos. Isso quer dizer que ainda existem 35,8% - 11,2% = 24,6% de eleitores indecisos. Henrique Meireles não foi incluído na pesquisa, mas vamos por enquanto considerar que sua entrada não iria acarretar uma mudança grande nesses números. 

Vemos então que Geraldo Alckmin teria que arrebanhar, entre os 24,6% de indecisos, 16,9% - 6,4% = 10,5% deles. Ora, 10,5% de 24,6% corresponde a 42,7% dos indecisos. Estamos então dizendo que Alckmin teria que conquistar praticamente metade dos indecisos estimados na pesquisa. É evidente que, jogando parado como ele joga, essa missão é impossível. 

Álvaro Dias, Michel Temer, Rodrigo Maia e talvez Henrique Meirelles não vão ter a oportunidade de declarar voto em Alckmin no segundo turno, simplesmente porque Alckmin não estará no segundo turno. Só restaria a esperança desses 3 ou 4 desistirem de suas candidaturas no primeiro turno em favor de Alckmin, o que nessa fogueira de vaidades que é a nossa política também é inviável. 

Aí vem a minha proposta aos eleitores esclarecidos, que não querem Lula nem Bolsonaro; só lhes resta em 15 de novembro votar pragmaticamente. Eles devem verificar qual o candidato de centro com maior probabilidade e carregar seu voto nele. É até provável que nem seja o Alckmin, mas é imperativo que nós votemos no que tiver a maior chance em 15/11. 

Esqueçam por enquanto a hipótese de Lula estar impedido. Seus asseclas no STF já estão cuidando para que isso não aconteça, usando termos que não conseguimos entender, tais como "embargos de declaração", "infringentes", e outras palavras de um jurisdiquês estranho a nós vis mortais. 

Vou enviar esse Post ao maior número possível de pessoas, e espero que essa sugestão seja replicada por aqueles que concordarem com ela. 

Boa sorte para nós. 

PS: Vou até 15/11 estar atualizando (não consegui evitar o gerúndio) esses números para não perdermos de vista essa iniciativa.

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