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Gordura faz Bem?

Tenho certeza que sim, mas usei a interrogação com o propósito de me defender de um eventual questionamento jurídico. Já pensou se moverem contra mim um processo por ter induzido alguém a comer gordura, disso resultando, quem sabe, um infarto? Melhor corrigir: estou quase certo que sim. 

Aí eu me insiro em uma turma à qual eu não pertenço, os médicos, pois eles também estão em dúvida se sim ou não. Senão vejamos:

A revista Época de 04/08 traz na capa "Gordura sem Medo - Novas pesquisas reabilitam a manteiga, o torresmo, o ovo - e outras tentações deliciosas que os médicos mandam evitar". Ou seria "mandavam evitar"?

Para os que ainda não leram o artigo, ele não faz mais que afirmar o óbvio:
  1. A gordura é a mais eficiente fonte de energia da nossa alimentação,
  2. É fonte de ácidos graxos que nosso organismo não é capaz de produzir,
  3. É essencial para o transporte e a absorção pelo intestino das vitaminas A,D, E, K, dependentes da gordura para ser diluídas.
Para os que substituíram a banha de porco pelos óleos vegetais, abrindo mão do sabor que a banha trazia consigo, uma má notícia: "os óleos vegetais não devem ser reutilizados, nem aquecidos a ponto de soltar fumaça branca".

O Dr. Atkins afirmava em seus livros que a satanização das gorduras se deveu a um estratagema do exército americano durante a guerra. Para evitar ter que enviar alimentos perecíveis para a frente de batalha inventou-se que as gorduras faziam mal. O resultado foi que os pobres soldados padeciam de um frio imenso nas trincheiras se alimentando apenas de carboidratos.

Por uma enorme coincidência o meu amigo Olímpio me encaminhou um e-mail muito interessante sobre esse assunto, do qual eu transcrevo boa parte, porque ele reflete com exatidão e autoridade tudo aquilo em que acredito: 

O Dr. Will Clower www.willclower.com ), médico neurofisiologista, desenvolveu, durante sua estada  de dois anos em Lyon, na França, um plano de 10 etapas para nunca mais fazer dieta e, ainda assim, com saúde, como os franceses.
"Descobri que os franceses violam todas as regras alimentares que  estipulamos para nós".
E, apesar de seus cremes, queijos, manteigas e pães, a taxa de obesidade na França é de apenas 11,3% da população, segundo pesquisa realizada em 2005 pela Internacional Obesity Task Force.
O programa de emagrecimento saudável é baseado em quatro grandes princípios básicos:

  • Comer alimentos de verdade
  • aprender a comer, 
  • reduzir a quantidade de comida e 
  • ser ativo, sem necessariamente se exercitar.
"Em uma volta pelo supermercado fiquei impressionado com os laticínios -  fileiras e fileiras de queijos, uma geladeira inteira só para iogurtes e queijos frescos..."
Onde estavam os produtos light?!
Segundo o médico, estamos inundados de alimentos artificiais - açúcares sintéticos, gorduras sintéticas e produtos alimentícios artificiais.
Falta-nos reaprender o que é comida de verdade, já que é a ingestão dela que proporciona ao corpo a nutrição na forma de que ele necessita.
Clower afirma que em vez de estimular a ingestão de novas substâncias químicas para enganar o organismo, o programa mostra porque alimentos de verdade funcionam em favor do corpo.
"Temos que reaprender o que é comida de verdade.
 Alimentos de verdade são os produtos naturais, que podem ser encontrados em  um texto de biologia e que normalmente fazem parte da cadeia alimentar. Refrigerantes não dão em árvore, margarina é uma invenção, os corantes, conservantes e estabilizantes que aumentam a vida do produto não foram feitos para o nosso corpo", defende.
Em sua observação dos costumes alimentares franceses, o médico descobriu  que os franceses não comem alimentos processados, não evitam gorduras, chocolates nem carboidratos, não tomam suplementos alimentares, não se abstêm do vinho no almoço e no jantar e não comem com pressa
Ao adotar os hábitos franceses, ele e a mulher emagreceram onze e cinco quilos, respectivamente.
Entre outras dicas, Clower prescreve uma limpa na despensa e na geladeira; fala sobre os benefícios do vinho, com moderação, é claro; da importância de se passar mais tempo à mesa, usufruindo do sabor da comida, e de como isso auxilia a diminuir o tamanho das porções, e da necessidade de se manter ativo.
Os resultados, garante ele, surgem em seguida. 


PLANO DE 10 ETAPAS PARA NUNCA MAIS FAZER DIETA 

1 - Comer devagar.
 
Comer muito rápido faz comer mais. 
O estômago demora cerca de 20 minutos para mandar um sinal para o cérebro. 
Comendo devagar, o cérebro tem tempo de receber a mensagem de que seu corpo está satisfeito. 

2 - Garfadas menores.
 

O paladar está na superfície da língua. 
Se a sua boca está cheia de comida, você nem sente o gosto. 

3 - Concentre-se na comida.
 
Comer em frente à TV
 ou no carro faz o momento se tornar irrelevante. 

A falta de atenção faz com que se coma demais. 

4 - Apoie o garfo no prato.
 

Se ainda tem comida na sua boca, coloque o garfo no prato. 
Não o encha novamente até que tenha engolido. 

5 - Sirva a comida em pratos pequenos.
 

Isso resolve dois problemas de uma só vez: 
o de lavar a louça e o fato de você comer com os olhos. 

6 - Comida sem gordura engorda.
 

Comidas sem gordura não satisfazem e contêm mais açúcares.

7 - Se não for comida, não coma
 Nosso corpo sabe o que é comida de verdade: carnes, frutas, verduras. 
Invenções como coca-cola causam problemas de saúde e de sobrepeso. 

8 - Coma em etapas.
 

Coma a salada primeiro. 
Isso ajuda a ganhar tempo à mesa e previne que você coma rápido e em grande quantidade. 

9 - Gordura é necessária na dieta.
 

Seu corpo e cérebro necessitam de gordura para serem saudáveis. 
Você come uma quantidade normal de gordura quando come alimentos de verdade, como manteiga, azeite, ovos, castanhas e queijos. 

10 - Alta qualidade da comida
 leva a comer menos quantidade. 


ALIMENTOS QUE SE DEVE TER SEMPRE EM CASA
Peixes (salmão, sardinha, atum)
Grãos (granola, aveia, arroz)
Hortaliças(feijões, cebola, batata, abóbora, tomate)
Óleos e vinagres (azeite de oliva, óleo 100% vegetal, vinagre)
Produtos de padaria (farinha, ervas, temperos, açúcar mascavo, pimenta, sal)
Lanches(frutas desidratadas, biscoitos não-hidrogenados, nozes, azeitona)
Condimentos (mostarda, maionese de verdade)
Lacticínios (manteiga, queijo, ovos, leite, iogurte)
Bebidas  (café, cerveja, suco de fruta, chá, água, vinho) 

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